O FESTIVAL


Foto: Sigma Fotográfia

Nascemos em 2004, vindos de uma sala, em um escritório na principal avenida da sétima maior cidade do mundo, sem pretenção ou petulância, fazendo a nossa parte e conquistando o nosso espaço.

Somos filhos de uma cidade tão grande que é como um organismo, suas ruas como veias, suas avenidas como artérias e, por elas, o fluxo de vida flui como o sangue. Cada parte é diferente e cada bairro é único como cada membro de um corpo em movimento. Viemos desse todo, somos esse todo, o DNA paulistano está em nós, desde as feiras de rua durante às manhãs, os bares da Vila Madalena, as artes do Beco do Batman, as exposições do MASP, as singularidades da Liberdade, a correria da Paulista e por aí vai.

E as noites? Ah, as noites... dos bares às baladas, das festas fechadas às festas em casa. Cada uma com a sua própria personalidade e por um motivo em especial. Para o brasileiro qualquer coisa pode acabar em festa, seja porque seu time ganhou ou porque ele perdeu, porque ela aceitou ou porque ela te dispensou, se você passou naquela matéria que estava perigando ou se acabou tomando pau mesmo. Cá entre nós, a melhor maneira de encarar uma decepção é com um pouquinho de positividade, afinal, as coisas sempre podem melhorar.

São Paulo, para os íntimos, Sampa. Somos daqui e não iremos a lugar algum, estivemos apenas dormindo por uns anos, mas nunca deixando de sonhar em voltar.

O eletrônico nacional se levantou, forte, expressivo e agressivo como nunca, provando para todos que não necessariamente o Brasil é só Samba e que o brasileiro tem sim como fazer barulho na música eletrônica. Pois bem, fizeram tanto barulho que acabamos acordando.

Voltamos e com fome.

Prazer, Spirit
O Festival de São Paulo.